Uma queda com a mão espalmada é a causa clássica da fratura do punho (fratura do rádio distal). O tratamento correto nas primeiras semanas é decisivo para evitar sequelas, rigidez e perda de força — e para garantir movimentos normais no futuro.
Atendimento para fraturas. Fale conosco.
Como identificar uma fratura?
A detecção de uma “Fratura do Punho” é fundamental para iniciar o tratamento adequado e evitar problemas de longo prazo. Alguns sinais e sintomas possíveis incluem:
- Dor intensa: Que piora ao apertar a mão ou ao tentar mover o punho.
- Inchaço: A região do punho pode apresentar um inchaço significativo.
- Deformidade: O punho pode parecer deformado ou estar em uma posição anormal.
- Dificuldade de Movimento: Limitação na capacidade de mover o punho ou os dedos.
- Dormência ou formigamento: quando uma fratura compromete nervos na região, pode surgir uma sensação de dormência ou formigamento na mão e nos dedos.
- Sensibilidade ao Toque: A área afetada pode estar extremamente sensível.
- Hematoma: Mudança de cor na pele ao redor do punho devido ao acúmulo de sangue.
O Raio-X urgente é indispensável para confirmar o diagnóstico, avaliar o grau de desvio e definir a melhor conduta. Quanto mais cedo a fratura é diagnosticada e tratada, menores são as chances de complicações e sequelas funcionais.
Tratamento conservador (gesso)
O tratamento com gesso é indicado apenas em situações específicas, quando a fratura não apresenta desvio ou quando o alinhamento ósseo pode ser mantido após uma redução fechada (realinhamento manual).
Esse tipo de abordagem é mais comum em fraturas estáveis ou em pacientes com baixa demanda funcional, como idosos com rotina pouco exigente para o punho. No entanto, mesmo nesses casos, é fundamental realizar radiografias de controle, pois o osso pode se deslocar durante o período de imobilização.
O risco do tratamento conservador está em permitir que o osso consolide em posição inadequada, o que pode resultar em dor crônica, limitação de movimento, perda de força e deformidade permanente.
Tratamento cirúrgico (placa e parafusos)
Certos sinais indicam que a fratura é mais grave e pode necessitar de intervenção cirúrgica. Abaixo estão os principais fatores que indicam a necessidade de cirurgia:
• Deslocamento ósseo significativo: Quando os fragmentos ósseos não estão mais alinhados corretamente, a cirurgia pode ser necessária para reposicioná-los. Fraturas deslocadas têm menor probabilidade de se curar corretamente sem intervenção.
• Fratura exposta: Em casos em que o osso perfura a pele, o risco de infecção é alto, e a cirurgia é quase sempre indicada para limpar a área e reparar a fratura.
• Fraturas cominutivas: São aquelas em que o osso se fragmenta em várias partes. Esse tipo de fratura é mais difícil de curar apenas com imobilização, e a cirurgia pode ser necessária para fixar os fragmentos ósseos.
• Fraturas instáveis: Mesmo quando o osso parece estar alinhado, ele pode não se manter nessa posição, o que torna a fratura instável. Nesses casos, a cirurgia é recomendada para estabilizar os ossos.
• Lesões associadas a ligamentos ou nervos: Se a fratura for acompanhada de lesão nos ligamentos ou nos nervos do punho, a cirurgia pode ser necessária para reparar essas estruturas e restaurar a função do punho.
Fraturas desviadas, instáveis ou que envolvem a articulação do punho geralmente exigem cirurgia com placa e parafusos. O objetivo é restaurar o alinhamento anatômico do osso, preservar a superfície articular e permitir uma recuperação funcional mais rápida e eficaz.
A cirurgia de punho fixa os fragmentos ósseos de forma estável, o que reduz a necessidade de gesso prolongado e possibilita mobilização precoce, diminuindo o risco de rigidez e atrofia muscular.
Além disso, fraturas mal alinhadas que não são operadas no momento certo podem evoluir para artrose precoce, dor persistente e perda definitiva da função, tornando a correção futura mais complexa e menos previsível. Por isso, a decisão cirúrgica precoce é fundamental para evitar sequelas.
Histórico e evolução do tratamento
Nos primórdios da medicina, o tratamento das fraturas do punho era rudimentar e baseado principalmente em métodos de imobilização. Sem o conhecimento detalhado da anatomia ou das técnicas cirúrgicas, os antigos médicos utilizavam talas feitas de madeira, couro ou mesmo metais para manter o punho imobilizado.
A ideia era simples: evitar o movimento da área lesionada para permitir a cura natural dos ossos. Embora esse método fosse eficaz até certo ponto, a falta de precisão na realocação dos ossos fraturados frequentemente resultava em cicatrizes e limitações de movimento.
• Imobilização com Talas: Método tradicional para tratar fraturas.
• Ausência de Cirurgia: Limitações devido à falta de conhecimento anatômico e técnico.
Hoje, com o avanço das técnicas cirúrgicas e o uso de placas anatômicas modernas, é possível obter alinhamento preciso e resultados funcionais superiores. A cirurgia permite restaurar a anatomia original do punho e melhorar significativamente a qualidade de vida do paciente, reduzindo o risco de complicações a longo prazo.
Reabilitação e terapia da mão
A recuperação não termina com a consolidação do osso. A reabilitação é uma etapa essencial para restaurar força, mobilidade e coordenação da mão.
Desde os primeiros dias após o tratamento — cirúrgico ou conservador — recomenda-se movimentar os dedos imediatamente, evitando rigidez e aderências. Em muitos casos, a terapia da mão orienta exercícios específicos para recuperar amplitude de movimento e função.
A retomada das atividades diárias ocorre de forma progressiva, respeitando o tempo de cicatrização óssea e a resposta individual do paciente. Um acompanhamento especializado faz toda a diferença para alcançar um resultado funcional completo.
